quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Domingos Montagner morre afogado no Rio São Francisco


O Corpo de Bombeiros de Sergipe confirmou, por volta das 18h00 desta quinta-feira, 15/09, a morte do ator Domingos Montagner, que vivia o protagonista Santo na novela "Velho Chico" da Rede Globo. Reginaldo Dória, comandante que operava buscas no local informou ao Jornal Extra que o corpo do ator foi encontrado sem vida. Ele estava preso às pedras, a 30 metros de profundidade, em Canindé de São Francisco, na divisa dos estados de Alagoas e Sergipe, após afogamento no Rio São Francisco.

Depois de gravar as últimas cenas da novela "Velho Chico", o ator aproveitou a folga junto com a colega de elenco Camila Pitanga, seu par romântico, para dar um mergulho no rio. A correnteza levou o artista, que desapareceu nas águas por volta das 14h30. Segundo informações do coronel Fábio fonseca Rolemberg, Camila se desesperou, gritando pelo nome do amigo.

— Ele estava tomando banho de rio com a atriz Camila Pitanga quando a correnteza o levou — disse o militar. A equipe ficou em estado de choque e todas as gravações foram canceladas na hora.

O ator, de 54 anos, deixa a mulher, a atriz e produtora Luciana Lima, e três filhos: Leo, 11 anos, Antônio, 7, e Dante, 4.


Carreira iniciada no circo e no teatro

Antes de se tornar um dos atores mais disputados da TV Globo, Domingos Montagner teve o picadeiro como o seu principal palco. Foi no Circo Escola Picadeiro e no curso de interpretação Myriam Muniz, em São Paulo, que o intéprete do Santo da novela "Velho Chico" desenvolveu sua veia artística, nos anos 1980, se tornando ator, artista circense e palhaço. As técnicas da arte de popular, das apresentações de rua, foram as mais exploradas até chegar à TV, em 2008, no seriado "Mothern", do GNT.

Nascido em 26 de fevereiro de 1962, em São Paulo, Domingos, criador do grupo circense "La Mínima", estreou na TV Globo em 2010 nas séries "Força tarefa" e "A cura". No ano seguinte, emplacou outro trabalho na emissora, dessa vez fazendo par romântico com Lilia Cabral na série "Divã". Com a primeira novela, "Cordel encantado" (2011), a popularidade do artista ganhou proporção nacional. Pela sua atuação como o Capitão Herculano, ganhou o Prêmio Extra na categoria Ator Revelação. O sucesso na trama de Duca Rachid e Thelma Guedes fez com que ele fosse escalado para protagonizar a minissérie "Brado Retumbante", de Euclydes Marinho, em 2012.

Mais novelas cruzariam o caminho de Domingos. Em 2012, o ator atuou em "Salve Jorge", de Gloria Perez. No ano seguinte, o artista fez um dos principais personagens da novela "Joia rara", voltando a trabalhar com as autoras Duca Rachid e Thelma Guedes. Em 2015, protagonizou "Sete vidas", de Lícia Manzo. O ator morreu interpretando o protagonista de "Velho Chico", o agricultor Santo.

Estreia no cinema foi em 2012

Domingos fez a sua estreia na sétima arte em 2012. O primeiro filme do ator foi "Gonzaga - de pai pra filho", em uma participação especial. "De onde eu te vejo", de 2016, é outro longa-metragem na carreira do artista. Atualmente, está em cartaz nos cinemas com "Um namorado para minha mulher", em que contracena com Ingrid Guimarães.

Fonte: Jornal Extra

terça-feira, 13 de setembro de 2016

News TV, por Marcos Silvério - 13 Set

> Notícias da TV, por MARCOS SILVÉRIO <


Cúpula da Globo intervém em Velho Chico


A cúpula da Globo interveio em Velho Chico e impôs três grandes alterações nos rumos da novela das nove. A drástica mudança no caráter do personagem de Marcelo Serrado, o deputado federal Carlos Eduardo Cavalcanti, e a revelação de que Miguel (Gabriel Leone) e Olívia (Giullia Buscacio) não são irmãos não estavam previstos na sinopse da trama. Assim como a antecipação do divórcio de Santo (Domingos Montager) e Luzia (Lucy Alves), essas novidades encontraram forte resistência do autor principal, Benedito Ruy Barbosa, e do diretor artístico, Luiz Fernando Carvalho.

Desde o começo da segunda fase de Velho Chico, em abril, a direção de teledramaturgia diária da Globo vinha tentando fazer ajustes. Baseado em pesquisas com grupos de telespectadores, Silvio de Abreu apontou uma série de fatores que poderiam estar causando rejeição dos telespectadores, como a falta de romance, a narrativa lenta, o figurino incompatível com a região (Nordeste) e época (contemporânea) e erros na caracterização de personagens, como o de Antonio Fagundes (Afrânio).

Carvalho e Barbosa rejeitaram a maioria das sugestões e mantiveram suas opções artísticas. Mas a audiência baixa, então na casa dos 25 pontos, menor do que as novelas das seis e das sete, levou a direção geral da Globo a impor alterações. Para agradar ao público, diretor artístico e autor tiveram que ampliar a vilania de Carlos Eduardo, mudar a paternidade de Olívia e separar mais cedo Santo de Luzia, para que o romance do herói e heroína da história, Tereza (Camila Pitanga), pudesse se desenvolver. Funcionou. A audiência tem superado os 30 pontos na Grande São Paulo.


Inicialmente, Carlos Eduardo seria um político corrupto, de caráter duvidoso, mas não capaz de matar nem de se impor sobre o coronel Afrânio. Nas últimas semanas, ele tentou matar Santo e renunciou ao mandato de deputado federal para virar o novo Saruê, humilhando Afrânio. Na reta final da trama, irá atropelar e matar Martim (Lee Taylor), além de queimar os pertences do jornalista e um dossiê que o incrimina. Virou um supervilão.

A avaliação da teledramaturgia da Globo era a de que faltava um vilão clássico, típico dos folhetins, para que Velho Chico engrenasse. Afrânio e Encarnação (Selma Egrei) eram ambíguos. Com a ascensão de Carlos Eduardo ao posto de malvado-mor, Afrânio ficou mais humano e caminha para uma redenção. Ele sofrerá ainda mais nos próximos capítulos. Ficará praticamente sozinho no casarão após as mortes da mãe e de Martim. Iolanda (Christiane Torloni) voltará a viver em Salvador.

Outra mudança drástica foi a da paternidade de Olívia. Ela seria filha de Santo, assim como Miguel. O público, no entanto, aprovou a paixão entre os dois e passou a torcer para que eles não fossem irmãos e formassem um casal. A solução foi inventar um estupro para o passado de Luzia. A sanfoneira, ficou-se sabendo tardiamente, casou com Santo quando já estava grávida de um homem com o qual flertou em um bar e a violentou.

A separação de Santo e Luzia iria acontecer, mas somente nas últimas semanas da novela. Foi antecipada em quase dois meses.

Fonte: Notícias da TV


"Nada Será como Antes" é apresentada à imprensa


A Globo apresentou para a imprensa na noite desta segunda-feira (5), a série "Nada Será Como Antes", que tem estreia agendada para o dia 27 de setembro.

O Museu de Arte do Rio, localizado na zona portuária da cidade, foi o local escolhido para o lançamento que contou com a exibição do primeiro episódio da trama. O diretor artístico José Luiz Villamarim destacou a contemporaneidade da série ambientada na década de 50, quando a televisão brasileira surgia - mais exatamente no dia 18 de setembro de 1950.

"As histórias acontecem nesta época, mas os dramas das personagens continuam atuais e optamos por gravá-las de uma forma em que o arco dramático seja dinâmico e surpreendente", ressaltou. "'Nada Será Como Antes' representa um período riquíssimo do Brasil. Estão ali os acontecimentos culturais e sociais da época mas nos valemos de liberdade criativa na hora de contar essa trama", disse o autor Guel Arraes. "O drama romântico de Saulo e Verônica é o foco da história e os bastidores da TV dão um charme a ela", emendou Jorge Furtado que assina a coautoria com Guel.


Murilo Benício falou sobre a oportunidade de interpretar Saulo, o visionário que implementaria no Brasil a primeira emissora de televisão. "Os jovens hoje não devem imaginar o trabalho que esses profissionais, homens como Saulo,  tiveram. E essa série não deixa também de ser uma homenagem a todos eles, que souberam  combinar romance, comédia e todos os elementos que transformaram a televisão no que é hoje", reflete.

Seu par na trama e na vida real, Débora Falabella também comentou sobre Verônica, uma atriz que migra do rádio para a TV: "Ela me deu a oportunidade de fazer várias personagens dentro de uma só. Vilãs, mocinhas, e isso me proporcionou um crescimento muito grande".

Reviver o início da televisão emocionou Osmar Prado. "Eu sou filho da TV e vivi esses primórdios. Fiz durante oito anos a dramaturgia ao vivo, em uma época em que até os comerciais eram feitos dessa maneira. A televisão era uma coisa artesanal", relembrou. Cássia Kiss, que vive Odete, também falou da sua relação com a história da TV: "Eu ouvi muita radionovela. Me lembro que quase colocava o ouvido dentro do rádio. Era algo emocionante".


Sua filha na série, Bruna Marquezine considera Beatriz um divisor de águas na sua carreira. "É uma menina simples, que vai para a cidade grande atrás de uma oportunidade. Fazê-la exigiu de mim um mergulho muito profundo e uma entrega muito grande. O público nunca me viu assim e eu também nunca me imaginei desta forma", contou ela, que aparecerá em várias cenas de nudez.

"Nada Será Como Antes" será exibida em 12 episódios, às terças-feiras, logo deois de "Velho Chico’. Além dos citados, também estão na série nomes como Daniel de Oliveira, Bruno Garcia, Letícia Collin, Daniel Boaventura e Fabrício Boliveira, entre outros.

Fonte: Na Telinha


Globo define título e elenco de novela das 23h


"Jogo da Memória" é o título definitivo da próxima novela das 23h da Globo, escrita por Lícia Manzo, que vai ser exibida no ano que vem. Alguns outros foram cogitados, mas este acabou prevalecendo.

Sophie Charlotte, Gabriel Leone, Andréa Beltrão, Irandhir Santos e Jesuíta Barbosa tiveram seus nomes confirmados no elenco desta nova produção das onze, em papéis importantes. Beltrão, só como detalhe, não faz uma novela na emissora desde "As Filhas da Mãe", em 2001.

Com 70 capítulos, a história de Lícia Manzo, com direção de José Luiz Villamarim, terá uma duração maior em relação aos últimos quatro trabalhos apresentados no horário. E é também uma faixa que passou a receber atenção especial do departamento de Teledramaturgia liderado por Silvio de Abreu. 

Fonte: Flávio Ricco


Marquezine será protagonista de "Barba Azul"


 A atriz Bruna Marquezine já está escalada para protagonizar uma nova novela em 2018.

Segundo o jornal Agora S. Paulo desta segunda-feira (5), ela estrelará "Barba Azul", que terá a direção de Jorge Fernando e texto de Antônio Calmon.

Antônio Calmon, aliás, que regressa às novelas após quase 10 anos. Sua última foi "Três Irmãs", em 2008.

"Barba Azul" já tem outros nomes confirmados como Cláudia Raia, Murilo Benício e Klebber Toledo.

Até lá, Marquezine poderá ser vista na série "Nada Será Como Antes", que tem como pano de fundo, a criação da TV na década de 50.

A estreia da série está programada para o dia 27 de setembro.

Na história, Bruna será Beatriz, uma mulher à frente do seu tempo, que é dançarina e cantora de boate, mas sonha em ser atriz. "Nada Será Como Antes" terá 12 capítulos.

Fonte: Na Telinha


Rodrigo Bocardi entra no "JN" aos sábados


 A Globo acaba de oficializar o nome de Rodrigo Bocardi como novo integrante da escala de sábado do "Jornal Nacional", substituindo William Bonner em suas folgas.

Titular do "Bom Dia São Paulo", Bocardi fez a sua estreia neste sábado (10) como apresentador folguista do principal telejornal da televisão brasileira.

O jornalista teve pela primeira vez contato com a bancada do noticiário exibido no horário nobre da televisão brasileira, apesar de já ter participado por diversas vezes dele, quando foi correspondente da Globo em Nova York entre 2009 e o início de 2013.

Juntamente com ele, esteve a jornalista Carla Vilhena, que já está na escala há 13 anos. Rodrigo, inclusive, substituiu Vilhena no comando do "Bom Dia São Paulo", em 2013.

Rodrigo Bocardi está na Globo desde 1999, onde chegou como editor de texto da segunda edição do "SPTV", experiência que durou apenas um mês, já que foi convidado a integrar a equipe de editores do "Jornal da Globo", que na época iria iniciar a fase sob comando de Ana Paula Padrão.

Ele saiu da Globo em 2003, mas voltou em 2004 como repórter de rede do "Jornal Nacional" e do "Jornal da Globo", onde ficou até 2009, antes de ser enviado aos Estados Unidos.

No "Bom Dia São Paulo", Bocardi elevou os números do telejornal, que agora marca média de 10 pontos no Ibope, e não raramente é a maior audiência das manhãs da Globo, vencendo o "Bom Dia Brasil", "Mais Você" e até o badalado "Encontro com Fátima Bernardes".

Fonte: Na Telinha


Globo resolve esticar "Pega Ladrão"


A Globo decidiu que “Pega Ladrão” [nome provisório], futura novela das sete, vai estrear apenas em junho de 2017, por questões estratégicas. Agora, Cláudia Souto está reescrevendo a sinopse da trama, segundo a colunista Patrícia Kogut. O folhetim tinha previsão de durar 160 capítulos, mas foi ampliado para 180.

Para sustentar quase oito meses no ar, Cláudia está acrescentando histórias e alterando perfis de personagens. “Pega Ladrão” será totalmente gravada no Rio de Janeiro a partir de março.

Recentemente, a Globo também decidiu que “Rock Story”, a sucessora de “Haja Coração” na faixa das 19 horas, seria ampliada. A estreia acontece no início de novembro.

Camila Queiroz foi escolhida como a protagonista de “Pega Ladrão”. Nanda Costa, José Loreto,Vanessa Giácomo, Irene Ravache e Elizabeth Savalla também foram escaladas para o enredo.

Fonte: MSN


Lombardi não escreverá novelas bíblicas


Carlos Lombardi é sério candidato a escrever a substituta de "Belaventura", de Gustavo Reiz, em 2017. Ele já está trabalhando em diferentes sinopses, incluindo de época, para melhor atender as exigências da parceria Record-Casablanca na faixa das 19h.

Nesse horário, vale lembrar, ele emplacou vários sucessos na antiga emissora, como "Bebê a Bordo", "Quatro por Quatro", "Uga Uga"...

Lombardi, porém, descarta investir em novelas bíblicas no canal, pois admite não ter intimidade nenhuma com elas ou formação para tocar produções desta linha.

O autor esteve muito próximo de voltar ao ar este mês com uma minissérie sobre a banda "Mamonas Assassinas", porém, devido a uma série de confusões, envolvendo Record, Endemol-Shine (OSS), Ancine e familiares dos músicos, o projeto foi engavetado.

Fonte: Flávio Ricco


Globo dobra salário de Pedro Bial


A saída de Pedro Bial do "Big Brother Brasil" foi um excelente negócio para o jornalista. Principalmente no lado financeiro. A TV Globo dobrou o salário do apresentador para que o veterano comande um talk show diário na grade da emissora em 2017 .

Segundo a coluna do jornalista Ricardo Feltrin, o artista recebia cerca de R$ 500 mil por mês, mais um bônus de R$ 3,5 milhões para ancorar, anualmente, o mais famoso reality show da televisão brasileira. Ou seja, algo em torno de R$ 9,5 milhões por ano.

Após ser convidado para assumir a vaga de Jô Soares nas madrugadas do canal, Bial irá receber cerca de R$ 1,1 milhão mensal, dando um total de R$ 13 milhões anuais.

Em agosto, a emissora carioca anunciou a saída do ex-marido de Fernanda Torres do projeto, após 16 anos. Tiago Leifert foi chamado para a vaga e, por isso, teve que deixar o comando do "É de Casa" e do "The Voice Kids".

Até segunda ordem, o loiro permanecerá à frente do "The Voice" adulto, cuja estreia da quinta temporada está marcada para 6 de outubro.

Fonte: MSN


Brichta começa a gravar novela na Globo


Vladimir Brichta está em alta na Globo.  Após participar da série "Tapas & Beijos" de 2011 a 2015, o ator atualmente está no ar como um dos principais personagens da série "Justiça", interligado com todas as tramas, e agora já iniciou as gravações como o protagonista da próxima novela das sete, "Rock Story".

Na história de Maria Helena Nascimento, ele será o ex-astro de rock Guilherme Santiago, que fez muito sucesso nos anos 90 e tenta se reerguer nos dias atuais.

A trama abordará o mundo da música e conta no elenco com nomes como Alinne Moraes, Rafael Vitti, Nathalia Dill, Nicolas Prattes, Caio Paduan, Viviane Araújo, Paulo Betti, Julia Rabello e João Vicente de Castro, entre outros.

"Rock Story" estreia em novembro, substituindo "Haja Coração".

Fonte: Na Telinha


Globo começa a gravar "Brasil a Bordo"


A Globo começou a gravar "Brasil a Bordo", nova série de Miguel Falabella, e montou um avião em seus estúdios. O ator e dramaturgo publicou nesta segunda-feira (5) fotos do primeiro dia de trabalho em seu perfil no Facebook.

"E a vida segue. Primeiro dia de gravação de 'Brasil a Bordo', as aventuras da Piorá Linhas Aéreas, a companhia cujo slogan é: prefere ir de ônibus? Todos voando no lindo avião montado nos Estúdios Globo. Antes que perguntem, ainda não há data de exibição marcada. Beijos. Vou gravar", escreveu Falabella.

No elenco, estão nomes como Ney Latorraca e Arlete Salles, além de Luis Gustavo, que reencontrará Miguel Falabella na TV. Os dois marcaram época interpretando Vavá e Caco Antibes em "Sai de Baixo", sitcom de sucesso entre 1996 e 2002. Falabella também atuará em "Brasil a Bordo" e será um comandante ao lado de Ney Latorraca.

A série é o primeiro trabalho de Falabella desde "Pé na Cova", que teve cinco temporadas e foi ao ar até abril deste ano. O programa foi encerrado pela Globo após a morte de Marilia Pêra, em dezembro de 2015. Do elenco, Magno Bandarz e Niana Machado, também estão em "Brasil a Bordo".

Fonte: UOL


Jô Soares recusa quadro no ‘Jornal da Globo’


O apresentador Jô Soares não vai aceitar a proposta da Globo de fazer uma coluna semanal no Jornal da Globo a partir de 2017, quando o Programa do Jô será substituído por um talk show de Pedro Bial. "Não vou aceitar jamais andar para trás. Eu fiz o Jornal da Globo há milênios [nos anos 1980]. Eu não tenho o menor interesse em fazer, não preciso fazer, não quero e não vou [fazer]", diz.

A ideia de ter Jô no Programa do Jô foi apresentada recentemente em uma reunião dos principais diretores da Globo. Seria uma maneira de a emissora aproveitar o "olhar interessante e crítico" do também escritor, dramaturgo e comediante em seu telejornal mais analítico e opinativo. Mas, diferentemente do que o Notícias da TV informou ontem, a proposta ainda não foi acertada com Jô.

"Provavelmente, é uma proposta que vão me fazer e eu vou dizer não, obrigado. Se eu fizer o Jornal da Globo, daqui a pouco vou ter que fazer o Família Trapo", desabafa, referindo-se ao humorístico que criou ao lado de Carlos Alberto de Nóbrega e que fez enorme sucesso na década de 1960, na Record.

O contrato do apresentador vence no final do ano e ainda não foi renovado. "Não querem que eu saia da Globo. Vou ter uma conversa no começo do mês de outubro", conta. Além do quadro no Jornal da Globo (ou qualquer outra atividade na TV aberta), a emissora quer que Jô faça um programa, possivelmente semanal, em algum canal pago do grupo.

Jô diz que esse programa na TV por assinatura poderia ser o Meninas do Jô, como é chamada a edição das quartas-feiras de seu talk show, em que o apresentador recebe jornalistas para conversar sobre os assuntos mais quentes do momento _na última quarta-feira (31), as "meninas" foram Ana Maria Tahan, Lucia Hippolito, Vera Magalhães, Cristina Serra, Cristiana Lobo e Natuza Nery.

"O Meninas do Jô é algo que me diverte, e eu só faço o que tenho vontade", decreta.

Fonte: Notícias da TV


Michelle Loreto chora em despedida do "Bem Estar"


Michelle Loreto se despediu da apresentação do “Bem Estar”, da TV Globo, na manhã desta segunda-feira (12). A jornalista, que substituiu Mariana Ferrão durante a licença-maternidade da loira, não conteve a emoção e chorou enquanto fazia um discurso.

“Foram sete meses. Aconteceu muita coisa fora da TV. Perdi meu cachorro que estava comigo há 10 anos e eu recebi muito carinho de todo mundo aqui. Queria agradecer primeiro ao pessoal de casa, que me deu muito carinho, à direção da Globo, que me deu a oportunidade de estar aqui, obrigada pela confiança. E a toda a produção e edição do ‘Bem Estar’”, disse.

A apresentadora continuou com as homenagens enfatizando a amizade que construiu com Fernando Rocha, com quem dividiu o palco do programa.

“Uma vez, meu tio disse que a gente só chega a algum lugar dando a mão para alguém. Fê, obrigada. Você me deu a mão, isso aqui é para a vida inteira, eu amo você”, declarou.

Emocionado, o apresentador retribuiu as belas palavras da amiga: “Você está no nosso coração”.

Michelle aproveitou a ocasião para anunciar que continuará no matinal como repórter e recebeu a visita de Mariana no palco.

“Mi, estou muito feliz de ver essa conquista sua aqui. Vim hoje só para dizer ‘oi’. Para falar que vocês [público] ficaram em ótima companhia com a Mi”, disse a apresentadora, que voltará ao ar na próxima terça-feira (13).

Fonte: MSN


Record deve lançar novo logotipo e assinatura


Nesta terça-feira (6), a Record divulgou em uma reunião com o mercado publicitário de São Paulo, detalhes de sua mudança visual e de assinatura no nome.

A partir do dia 27 de setembro, quando completa 63 anos de fundação, a emissora passará a assinar como RecordTV. A decisão baseia-se em uma padronização, já que fora do Brasil, a Record assina assim.

Além disso, o logotipo irá mudar. Uma prévia dele já havia se tornado pública na internet, por conta de divulgação no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual), mas agora, tudo foi confirmado.

Uma foto foi postada pelo diretor de rede da Record, André Luiz Dias, e mostra uma van do canal já com novo logotipo e um novo site institucional, o www.recordtv.com.br, que ainda nem está no ar.

A apresentação do novo logotipo para o público deve acontecer como foi na última mudança, em 2012: pelo "Domingo Espetacular", no último domingo antes do aniversário da Record, no dia 25 deste mês - dia 27 será uma terça-feira.


Fonte: Na Telinha


Ibope deve chegar a 88% das casas no Brasil


O Kantar Ibope Media divulgou nos últimos dias um ambicioso plano de expansão de sua cobertura de medição de audiência na televisão, que deverá ser implantado nos próximos meses.

Segundo a jornalista Keila Jimenez, o instituto pretende melhorar e aumentar a medição do consumo de mídia no Brasil em sua totalidade de telespectadores.

A empresa planeja construir um painel complementar com 1.300 domicílios no interior e outras capitais do Brasil que não tem medição informatizada e em tempo real.

A partir do painel da Kantar WorldPanel – que hoje já analisa mais de 80% da população brasileira para o segmento de bens de consumo -, o Ibope cobrirá 88% dos lares com TVs no país.

Atualmente, só para se ter uma ideia de como os planos são ambiciosos, a empresa afere cerca de 45% desses lares, focando nos grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Essa medição será realizada a partir de uma tecnologia desenvolvida pela Kantar Media, chamada Rapid Meter, que trabalha de maneira similar ao Peoplemeter.

A diferença está nos processos de instalação, envio e reporte que são mais simplificados, o que facilita o alcance da cobertura em lugares mais remotos do Brasil em um relativo curto prazo.

Esta é a segunda novidade em menos de um mês que o Kantar Ibope passa. No mês de agosto, o instituto anunciou que as 15 principais metrópoles do Brasil estão com medição de audiência na TV em tempo real.

Fonte: Na Telinha


Natalie Gedra deixa a Globo


Uma das principais repórteres esportivas da Globo em São Paulo, a jornalista Natalie Gedra está deixando a emissora e o Brasil para morar em Londres.

Segundo informações obtidas pelo NaTelinha, Natalie já deixou o canal no início desta semana, onde era muito querida pelo departamento de esportes. O fato pegou todos de surpresa, e seus colegas já desejaram boa sorte em sua nova jornada.

Consultada pela reportagem, a Central Globo de Comunicação confirma a informação e diz que ela se muda para a capital da Inglaterra por questões pessoais, para se dedicar aos estudos.

Natalie Gedra começou a carreira como estagiária da Globo, em 2007. Entre os anos de 2008 e 2010, esteve presente também como repórter nas rádios Globo e CBN, pertencentes ao Grupo Globo.

Em 2010, se mudou para a Band, onde se destacou nas transmissões do Campeonato Brasileiro, Campeonato Paulista, Campeonato Carioca e Copa do Brasil, além de reportagens.

Em 2013, voltou para a Globo, e desde então vinha atuando como setorista de clubes paulistas, como o São Paulo, por exemplo. Ela também fazia transmissões de jogos para a Globo SP.

Ainda não se sabe se alguém será contratado ou efetivado do SporTV, por exemplo, para suprir a vaga deixada por Natalie Gedra.

Fonte: Na Telinha


Chris Flores pede demissão e deixa Record


Depois de 11 anos na Record, a jornalista Chris Flores pediu demissão da emissora. A ex-apresentadora do Hoje em Dia se cansou de ficar na geladeira e negociou uma rescisão contratual amigável. Seu vínculo com a Record, que iria até dezembro, foi rompido em reunião com a cúpula da rede nesta terça-feira (6).

Chris entrou na Record em 2004, como colunista de Celebridades do Tudo a Ver, então apresentado por Paulo Henrique Amorim. Ficou fora da emissora em 2006 e voltou em 2007, inicialmente como colunista do Hoje em Dia. Foi efetivada como apresentadora em 24 de outubro de 2007, no dia de seu aniversário. Permaneceu no matinal até dezembro de 2014, quando a direção da Record resolveu trocar todo o elenco do programa. Em uma medida traumática, que inicialmente desagradou aos telespectadores, a Record substituiu Chris, Edu Guedes e Celso Zucatelli por Ana Hickmann, Ticiane Pinheiro, Renata Alves e Cesar Filho.

Zucatelli e Edu Guedes negociaram rescisões e foram para a RedeTV!. Chris resistiu. Como "prêmio", passou a apresentar, há um ano, reedições do reality show Troca de Família, que deu mais ibope do que o programa de Xuxa Meneghel e foi esticado até março deste ano. Desde então, Chris Flores não tinha sido aproveitada, exceto para cobrir eventuais férias no Hoje em Dia.

Sem perspectivas, a jornalista optou por antecipar o fim do contrato. "Eu decidi rescindir o contrato e tomar um novo rumo na carreira", disse ao Notícias da TV. Ela nega que já tenha emprego certo em alguma emissora de TV aberta ou canal pago: "Estou aberta a propostas".

Chris se diz "muito grata" à Record, mas "para tudo existe hora de começar e hora de terminar". "A diferença entre o medo e o coração é a ação", ensina.


De casa nova - O SBT oficializou nesta sexta-feira (9) a contratação da apresentadora e jornalista Chris Flores, que até segunda (5) fazia parte do casting da Record.

Na emissora de Silvio Santos, Chris Flores comandará o novo reality show “Fábrica de Casamento”, que estreia em breve, junto ao Chef e apresentador Carlos Bertolazzi, nas noites de sábado.

O anúncio sacramenta a volta da apresentadora após 13 anos, onde trabalhou na equipe de comunicação e também como colunista de fofocas no "Falando Francamente", em 2002.

Em comunicado, Chris Flores diz também estar entusiasmada em voltar para o SBT, desta vez em frente às câmeras, e conta que está confiante para essa nova empreitada em sua carreira.

Chris tem 38 anos e estava na Record desde 2007, onde apresentou o "Hoje em Dia" e mais recentemente, reprises do "Troca de Família", que ficou no ar até março.

A apresentadora deixou a Record em comum acordo. A garantia de que seria contratada pelo SBT foi determinante para desistir do vínculo, que terminava em dezembro deste ano.

No canal, Chris deve revezar com Ticiana Villas Boas no horário do sábado à noite, em comando de realities shows variados e trazidos de fora.

Foi nesta faixa que o SBT encontrou um nicho interessante, chegando a médias de até 10 pontos e fazendo frente ao "Programa da Sabrina", da Record.

Fonte: Notícias da TV/Na Telinha


Joana Fomm está "exausta" após pedir emprego


Em entrevista no "Programa do Jô" nesta segunda (5), a atriz Joana Fomm, 76, afirmou que o pedido público de emprego que fez em julho nas redes sociais surtiu efeito — e muito.

Escalada na nova temporada de "Malhação" e no filme "Como se Tornar o Pior Aluno da Escola", do apresentador Danilo Gentili, a veterana disse ter recebido uma enxurrada de propostas desde então.

"Ligaram tanto para mim. Apareceu tanto trabalho que estou exausta", disse no programa. "Mas [anunciar no Facebook] foi muito bom, porque, se você chega para alguém e pede, não dá certo."

Segundo Joana Fomm, por estar na época sem trabalho, o anúncio foi um ato de desespero, que também incluía a oferta de seus serviços como jornalista, sua antiga profissão.

Recentemente, a atriz, que já fez mais de 40 novelas, passou por um tratamento de disautonomia, uma doença que afeta o sistema nervoso e compromete os movimentos, mas que ela afirma já ter controlado.

Na entrevista, Jô Soares lembrou que a atriz e estrela de Hollywood Bette Davis (1908-1989), em época de dificuldade, também chegou a fazer um anúncio semelhante em um jornal americano.

"Eu sabia dessa história, mas não me inspirei muito nela não. Foi meio desespero mesmo", brincou Joana. "Se eu botasse o anúncio no jornal, iam jogar no lixo."

"Eu tenho vontade de fazer uma coluna oferecendo o trabalho das pessoas, porque sei de tanta gente que está sem trabalhar e é maravilhosa."

Fonte: UOL


Isabel Fillardis foi ignorada por globais após saída


A atriz Isabel Fillardis desabafou e falou sobre sua saída da Globo, em entrevista à apresentadora Daniela Albuquerque, que vai ao ar no programa "Sensacional" deste domingo (11), na RedeTV!.

Isabel comenta sobre o período e processo de sua demissão na emissora carioca, em 2012, após 20 anos de casa, e conta que perdeu alguns amigos após sua saída. “Foi duro perceber a minha realidade. Não imaginava que fossem me mandar embora depois de 20 anos ininterruptos, sem motivo algum. Se eu fosse atrasada, indisciplinada, só que não tinha nada disso. Mas hoje eu entendo que foi por um questão econômica. Já estava lá há muito tempo, começaram a acontecer alguns cortes e eu só percebi o que estava se passando depois que eu saí”, conta.

Com exclusividade, a morena confidencia para a apresentadora que sua saída resultou no fim de algumas amizades. “Algumas ficaram, outras mudaram muito. Tinha gente que passava e fingia que não me via. Nunca falei isso em entrevista nenhuma, mas não tem porque mentir, é verdade”, desabafa. “Foi difícil, mas serviu como amadurecimento para saber, de fato, como as pessoas são e as coisas funcionam. O poder embriaga você, e você tem que saber tomar as doses certas”.

Além disso, Fillardis, nascida no Rio de Janeiro, acaba de completar 25 anos de carreira, e fala um pouco sobre seu crescimento e amadurecimento no mundo artístico. “Meu primeiro trabalho na TV foi na novela 'Renascer'. A vida me mostrou qual era minha vocação, porque eu sempre quis ser modelo, sempre me destaquei nas passarelas. Porém, com 17 pra 18 me chamaram pra fazer um teste e fui direto pra televisão. Não tinha dimensão de que eu estava na maior emissora do país, em uma novela das 21h”.

Daniela Albuquerque a questiona sobre a primeira vez em que foi convidada para posar nua e a atriz responde que era muito jovem: “Essa questão pra mim [posar nua] era muito difícil, até em cena. Inventei todos os empecilhos que você possa imaginar, mas eu sou movida a desafios. Em 1996, quando me convidaram novamente, eu fiquei muito tentada e fui”. O ensaio da atriz foi realizado no Marrocos, e, apesar da diferença cultural, Isabel afirma que foi incrível: “Os primeiros dias foram tensos porque a alimentação é diferente, outros costumes, eu estava fazendo uma dieta específica. Mas depois relaxei e o resultado foi genial”.

Sobre a maternidade, Isabel, que é mãe de três filhos, se considera uma “mãe leoa” e fala sobre como descobriu que seu filho Jamal, de 11 anos, possuía a Síndrome de West, uma forma de epilepsia que se inicia na infância. “Há uma chateação naquele primeiro momento, mas fui atrás de outros médicos e então veio a fase da bonança. (...) E meu filho não é doente, ele é apenas diferente”, conta.

Fonte: Na Telinha


Atriz de "Caminho das Índias" completa 15 anos


Ela cresceu! Sucesso em Caminho das Índias, a atriz Laura Barreto comemorou neste final de semana seu aniversário de 15 anos.

A celebração aconteceu com direito a muito luxo na Vila Inglesa Casa de Festas na Zona Oeste do Rio. Recheada de amigos famosos, o festão acabou ao som de Mc Andinho Malha Funk e Bateria da Escola de Samba Salgueiro. Laura ainda se apresentou para os convidados em um pocket show.

Durante o evento para 400 convidados ela trocou quatro vezes de roupa e apostou em cabelos e makes assinados por Olivier Costa e equipe.

Laura foi um dos destaques de Caminho das Índias em 2009. Na época, ela tinha apenas 9 anos de idade e encantou a todos ao interpretar a pequena indiana Lalit, que era a melhor amiga de Anusha (Karina Ferrari) e filha da empresa da casa.

Fonte: Caras


"Justiça" é destaque de 2016 na TV



Fãs de séries de qualidade, disponíveis na TV paga ou em serviços de streaming, certamente têm muitas restrições a fazer a “Justiça”. Mas é preciso avaliar a minissérie dentro do meio em que está sendo apresentada – o da TV aberta brasileira. Neste contexto, exibidos os oito primeiros episódios, de um total de 20, é possível afirmar que se trata de um dos grandes acontecimentos de 2016.

É verdade que o texto de Manuela Dias é excessivamente didático e, por vezes, subestima o espectador ao “desenhar” alguns dramas. Para falar de racismo, mostrou que o único preso em uma blitz policial foi a jovem negra. Buscando enfatizar o desejo de vingança da professora de direito, exibiu a personagem armada na porta do presídio, mirando no assassino de sua filha.

Também chama a atenção a vontade de chocar o espectador a qualquer preço, sem que haja sustentação da história. É um encadeamento de drama atrás de drama de forma quase gratuita – uma receita que também fez o sucesso da novela “Verdades Secretas”.

Falo, por exemplo, da cena em que o menino que não encontrava a mãe havia sete anos a assaltou, sem saber quem era. Ou da tentativa de suicídio da jovem que sofreu bullying virtual – uma situação complexa que, do início ao fim, consumiu apenas alguns poucos minutos da minissérie.



Mas, como disse, apesar de enxergar estes problemas, considero “Justiça” um programa muito acima da média. Em primeiro lugar, pela ambição “cinematográfica” da minissérie. O diretor Jose Luiz Villamarim tem oferecido um verdadeiro show visual.

O cuidado com a encenação se estende aos mais variados detalhes – da fotografia à trilha sonora, passando pela edição e direção dos atores.

Longos planos sem cortes provocam o espectador habituado a uma linguagem visual mais simples. A câmera nunca está no lugar mais fácil e esperado. Recife é uma personagem importante da história e, como tal, é tratada, respeitando as suas diferentes “camadas”.

O formato – quatro histórias independentes, mas interligadas por alguns personagens – repete um modelo já bastante visto em outras mídias. Não é nenhuma novidade. Mas não deixa de ser corajoso apresentar uma produção assim em um meio que quase sempre prefere o mais fácil e o óbvio.

 


Há uma nítida entrega dos atores, boa parte deles vivendo papéis que os tiram de situações confortáveis – são notáveis os desempenhos de Débora Bloch e Adriana Esteves, para citar apenas dois exemplos.

Alguns temas, igualmente, fogem do óbvio e provocam o público. Talvez o mais ousado seja a intrigante relação da faxineira Fátima (Adriana Esteves) com o policial Douglas (Enrique Diaz), responsável pela ruína de sua família. Outro personagem interessante é Celso (Vladimir Brichta), que transita em todas as quatro histórias – ele é traficante de drogas, sócio de um prostíbulo, meio malandro, meio covarde.

A amizade de Débora (Luisa Arraes) com Rose (Jéssica Ellen), filha da empregada, não é um tema novo, mas está sendo apresentado de maneira complexa. A história de Antenor (Antonio Calloni), o empresário sem escrúpulos que resolve se aventurar pela política, é outro tema familiar, mas cuja atualidade justifica a sua inclusão na história.

Os dois primeiros episódios de “Justiça” estão entre os grandes momentos que vi na televisão em 2016. A minissérie não manteve a mesma qualidade na sequência, mas ainda assim, pensando na teledramaturgia exibida este ano pela Globo e suas concorrentes, está muito, mas muito mesmo, acima da média.

Fonte: UOL


Autor de "Velho Chico" revela rusga com Silvio de Abreu


Aos 85 anos, Benedito Ruy Barbosa está prestes a colocar o ponto final em mais uma novela de sucesso. Como ele conta, falta apenas escrever o capítulo final de “Velho Chico” e arrumar alguns detalhes de capítulos já escritos.

Por conta das consequências de um AVC (acidente vascular cerebral), sofrido já há alguns anos, o veterano autor desenvolveu um novo método de trabalho, em parceria com a filha, Edmara, e o neto, Bruno, ao longo de “Velho Chico”. Na qualidade de supervisor da história que criou, lia os capítulos, sugeria mudanças e, eventualmente, ditava cenas.

Nesta entrevista exclusiva ao UOL, Benedito descreve o processo de produção da novela e faz algumas revelações inéditas. Ele conta que só concordou em levar o trabalho adiante com a condição de que Silvio de Abreu (imagem ao lado), diretor de Dramaturgia da Globo, não desse qualquer palpite no trabalho. Ignorando a hierarquia, o autor tratou diretamente de “Velho Chico” apenas com Carlos Henrique Schroder, o diretor-geral da emissora.

Benedito conta, ainda, as razões que levaram ao desentendimento com Abreu – a rejeição de uma outra sinopse, para uma novela das 18h, chamada “E Se Ele Voltar”.

Também fala sobre os motivos que causaram o afastamento de sua filha, Edmara, da equipe de redação de “Velho Chico” e das pequenas mudanças que fez na novela ao longo do percurso. Abaixo, em tópicos, os principais trechos da conversa:


Reta final de “Velho Chico” - Só falta escrever o último capítulo. Mas ainda vamos fazer mudanças em capítulos da reta final já escritos. Devemos mudar para ficar mais consistente. Não gosto de novela que termina e o público se sente frustrado. Sempre digo: novela começa a terminar um mês antes, para que termine certo e não fique tudo para o último capítulo. Senão você não entende nada. Fica ruim.

A ideia da novela - Faz muito tempo que estive no rio São Francisco. Corri o rio de ponta a ponta em 1969. Naquele tempo o rio não estava tão judiado quanto está hoje. Viajei com aquelas “gaiolas” maravilhosas, visitei as cidades em volta… Era jornalista, não autor de novelas. Mas sempre ficou na cabeça o desejo de fazer alguma coisa ali, mostrar aquela gente, aquelas cidades ribeirinhas, aquela luta terrível. Uma região rica e ao mesmo tempo difícil de viver. Hoje é muito melhor em relação ao que era. Em compensação, estão matando o rio. O que está acontecendo com o rio, a novela está mostrando.

A sinopse - Eu fiz a sinopse e entreguei dois anos atrás. A Globo aprovou. Na época não tinha ainda o Silvio de Abreu como diretor de Teledramaturgia. Na ocasião, decidiram que a novela seria para o horário das 21h, para a gente ficar mais solto, política e socialmente falando. Houve gente palpitando lá dentro que seria melhor a Globo colocar às 18h. Mas sempre pretendi que fosse uma novela das 21h.

Objetivo - Sempre tenho a preocupação de transformar a novela num produto que seja mais útil à população. Que tenha alguma coisa para a pessoa aprender, discutir, enfim.


Acordo com a direção - Pedi ao (Carlos Henrique) Schroder (diretor-geral da Globo - foto acima), de quem sou amigo e aprendi a admirar, para que não deixasse, de forma alguma, o Silvio de Abreu ter qualquer ingerência na novela. Eu faria a novela das 21h com a minha filha, Edmara, e o meu neto, Bruno, porque não estou mais em condições de ficar 12 horas, 14 horas no computador em função do AVC que tive. Já estou recuperado, mas ainda preciso me cuidar. O acordo foi: quem vai palpitar na novela serei eu, na qualidade de supervisor, o Luiz Fernando (Carvalho), na qualidade de diretor, o Bruno e a Edmara. E isso foi respeitado totalmente.

Palpites - Em nenhum momento, jamais, em tempo algum, a Globo deu qualquer palpite. Tentaram palpitar, mas eu cortei e pronto. Não deixei. Tenho 50 anos de televisão e aprendi. A pessoa dá palpite e, se der certo, foi ela que deu; se der errado, a culpa é sua. Aprendi isso no tempo do Cassiano Gabus Mendes, no tempo do Boni. Trabalhei com todo mundo, em todas as emissoras. Eu jantei com o Schroder, em São Paulo, e discutimos muito a novela. E almocei três ou quatro vezes, na Globo, em São Paulo, com ele. E nunca, jamais, ele falou: “Olha, muda isso, muda aquilo.” Mesmo mexendo com política, que a gente fala coisas pesadas, até.

Atualidade do tema - O povo precisa saber. É o que está acontecendo. Já acontecia há 100 anos, mas é atualíssimo. O Nordeste eu conheci bem. Porque eu não sou daqueles autores que quando termina uma novela vai para a Europa ou para os Estados Unidos. Eu vou para o interior do Brasil. E posso dizer que conheço bastante. Não conheço tudo porque é muito grande.


Autores são colegas - A gente precisa trabalhar num ambiente cordial, gostoso. Nós, autores, devemos sempre torcer pelas novelas da casa. Porque é a casa que nos paga. Então, é bobagem eu ficar criticando a novela das 18h, detonando a novela das 19h. Isso é uma canalhice! Isso é uma estupidez! A gente tem que estar sempre torcendo pelos companheiros. E a Globo tem belos autores, alguns parados, estão descansando, talvez. Gilberto Braga (foto acima) é um belíssimo autor, o Aguinaldo Silva também é um belo autor. A gente pode, às vezes, discutir sobre certos assuntos, não concordar com isso ou aquilo, mas eu considero ambos bons autores. A Gloria Perez também é uma belíssima autora. O Walter Negrão, que está voltando agora, é outro. É gente que traz uma experiência que não se tem hoje em dia.

Currículo - Eu já fiz 50 anos de televisão. Faço novela desde 1966. Jamais uma sinopse minha foi recusada. Pelo contrário. Fiz “Pantanal” na Manchete depois de tentar de tudo para fazer na Globo. E a Globo tentou fazer, mas deu azar de chegar no Pantanal com a equipe em plena cheia pantaneira. Não dava. Larguei 25 anos de Globo e fui para a Manchete. A outra novela minha também aprovada, mas que a Globo deixou na gaveta para fazer quando tivesse necessidade, foi “Os Imigrantes”. Cansei de esperar e fui fazer na Band. E foi um sucesso. Fiz também duas novelas na Record, “Algemas de Ouro” e “A Última Testemunha”. E na falecida Excelsior, fui supervisor de “O Tempo e o Vento” e “O Morro dos Vempos Uivantes”. Na Tupi, fui supervisor de “Meu Filho, Minha Vida” e escrevi minha primeira novela mesmo, “Somos Todos Irmãos”.

Leitor de sinopses - Comecei a minha carreira lendo sinopses de novelas estrangeiras para a (agência que tinha a conta da) Colgate-Palmolive. Eu que decidia se a novela ia ou não para o ar. Eu sei o trabalho que é, a responsabilidade que representa chegar para um autor e falar: “A sua novela não foi aprovada por isso, por isso e por isso”. Um cara para ser leitor de sinopses tem que ter cabeça para ajudar o autor a preencher um vazio que, às vezes, tem lá. E outra coisa: tem que fazer uma leitura correta da sinopse. Isso eu estendo ao diretor. O Luiz Fernando (acima, dirigindo Rodrigo Santoro), com quem eu já fiz tantas novelas, todas de grande sucesso, é um diretor que sabe ler a sinopse. Tem uma leitura perfeita. Eu escrevo, mando para o Luiz e esqueço.


“E Se Ele Voltar” - Eu me dou bem com todos os autores, só não me dou bem com o Silvio de Abreu. Jamais o tratei mal, ele também nunca me tratou mal. Mas eu não vejo nele condições para ler uma sinopse e decidir se a novela vai ou não para o ar. Minha encrenca com ele começou com uma novela chamada “E Se Ele Voltar”. É uma história que escrevi para as 18h, sobre dois estudantes de medicina, que têm sonhos. Um deles fala, brincando, em pegar o Santo Sudário, que tem o sangue de Cristo, e fazer o exame do DNA. A novela começa com esta brincadeira, e também cheia de amor e romance. Mas, de repente, eles já médicos, cirurgiões, encontram uma caixinha numa praia. Eu mostro o (médico nazista Josef) Mengele morrendo (em Bertioga) e mostro uma caiçara na praia, que encontra a caixa bem fechada, devolvida pelo mar. Quando estes médicos conseguem abrir esta caixa, eles encontram um pequeno pedaço do Santo Sudário. Ele consegue o DNA, acha que conseguiu o DNA de Cristo.

Sinopse rejeitada - O Schroder aprovou a sinopse, mas o Silvio de Abreu vetou. Eu quis saber por quê? “Ah, porque você mexe com nazismo''. Li uma nota no “Estado de S. Paulo” dizendo que ele falou isso. Aí eu falei: “Ele não leu a sinopse”. Não falo em nazismo, não levanto em momento algum questões sobre o nazismo, apenas falo do Mengele, digo que ele é um cientista que se utilizou dos campos de concentração para fazer experiências com seres humanos e veio morrer no Brasil. Eu posso tirar o Mengele da história. O importante é achar a caixa, com o Santo Sudário lá dentro. Aí eu falei: esse cara não pode ler sinopses. Não entendeu a sinopse.


Condição para “Velho Chico” - Na sequência, veio “Velho Chico” e eu falei para o Schroder: “Lamento muito. Não tenho nada contra o Silvio de Abreu, é um autor reconhecido na Globo, mas eu não quero que ele leia sinopse minha. E não quero que ele palpite na minha novela. Não quero que ele leia e que ele ponha a mão na novela.” E o Schroder, que já conhecia a história todinha, concordou plenamente. E avisou o Silvio de Abreu: “Na novela do Benedito não mexa. Nem música, nem texto, nem nada''. O Schroder foi muito leal comigo.

Como é a supervisão - O Bruno (Luperi) escreve e a Globo me manda a cópia dos capítulos. Tudo. Chega, eu imediatamente leio. Quando vejo que há alguma coisa que não está casando legal, ou quando a própria história me propõe outros momentos, que podem ser aproveitados, eu ligo para o Bruno, não na qualidade de avô, mas de supervisor mesmo. Eu falo: “Tem tal cena, Bruno, você podia fazer isso”. Eu também dito algumas cenas. Mas, na verdade, sem querer fazer elogio em causa própria, considero que a novela é dele. A sinopse e a história são minhas, mas a novela é dele.


A participação da filha Edmara - A Edmara escreveu os 20 primeiros capítulos. Eu fiquei junto com o Bruno lendo todos esses primeiros capítulos e revisando cada cena. Muitas cenas eu tive que revisar mesmo. Sugerir mudanças. “Vamos começar a novela bem!” A novela não estava no ar ainda. Mas eu também observei, nestes primeiros capítulos, a capacidade que o Bruno revelava de entendimento do que estava acontecendo e da proposta dramatúrgica que a gente tinha pela frente. Depois de 30 capítulos, eu deixei de fazer o trabalho que estava fazendo, de ficar junto com ele. E aí comecei a ficar na minha casa.

A saída de Edmara - Ela estava muito exausta, exaurida mesmo (na foto o autor entre as filhas Edilene e Edmara). Com problemas dela. Ela chegou à conclusão que estava brigando muito com a gente. “Poxa, pai, você fica cortando minhas cenas”. E discutindo muito com o Bruno também. E era muito sacrifício para ela também. Ela é avó recente. Dois netos. Um pequeno e está vindo outro. Tenho quatro filhos, dez netos e cinco bisnetos. Foi numa boa. Sem briga nem nada. Ela gostou. Ela também me ajudou na sinopse. Eu estava sob efeito do tratamento para me recuperar do AVC e ela escreveu muita coisa da sinopse. A história é minha. Conto para eles há anos e anos. Mas a sinopse é minha e dela.


O que mudou em “Velho Chico” - Nós demoramos para desenvolver a parte mais importante da história (o romance entre Santo e Tereza). Isso, talvez, em função do noviciado do meu neto, que ficou com medo de a história não suportar os 182 capítulos. Mas, na sequência, eu falei: vamos em frente. Tem que haver amor.

Crítica - Eu achei, nestes capítulos iniciais, que tinha um excesso de poesia, que não levava a lugar nenhum. Eu acho que a poesia cabe na novela, cabe em qualquer lugar. Adoro poesia. Sei tantas e tantas de cor e salteado. Mas na novela é perda de tempo você ficar duas ou três páginas de poesia e no final você ver: posso tirar que não faz falta nenhuma. Não tem nada…

Planos - Pretendo ainda encerrar a minha carreira, estou com 85 anos, fazendo mais uma novela, “O Último Beijo”.

Fonte: UOL

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Ficamos por aqui, de olho na telinha.

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